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Mostrando postagens de abril, 2013
____________ Estas árvores balouçam na sua hesitação Mas prosseguem. Os ramos mais altos precipitam-se, Abrem no ar pousadas. Os mais baixos ocupam. Sol não Falta. Há apenas a curva do caminho com incidências Drásticas na sua respiração. Sim, há ainda as concorrentes, As sementes ininterruptas, e o incompreensível desprezo Dos humanos. Parasceve não diz. Se o cortarem, não Reagirá. «Por que não entendeis a leveza de prosseguir?» maria gabriela llansol
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Pode descansar Curupira, o caçador não volta mais. A estrada segue, reta, sem buracos. Está calmo. Os pés ainda úmidos do pântano, mas agora o sol está nascendo. Tem orvalho nas folhas. A manhã é fresca e silenciosa.
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Texto para a revista ROTEIRO MS, em dezembro de 2011.                          Minha Índia pessoal Mochila nas costas, livro guia, muita curiosidade e, claro, uma boa dose de adrenalina. Foram cinco meses e meio de aventura pela Ásia: Índia, Nepal, China (incluindo Tibet) e o Laos. Uma conversa bem legal para algumas tardes de fotos e suco de laranja. Pude ver de perto o contraste da miséria na Índia, Nepal, e Laos com a Mega-metrópole Beijin na China. Tivemos o cuidado de jogar livros fora antes de entrar na China e também de não pronunciar “Dalai Lama” perto dos guardas chineses quando adentrávamos o Tibet. Mesmo já sabendo que se tratava de um regime comunista, ver de perto que a maior população do mundo tem toda a informação de livros e internet filtrada por alguns poucos líderes foi assustador e motivo para repensar a seriedade de ser um cidadão e representar um país e seus i...
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Ela estava num tobogã de doces. Rosa, feito de goma. E o tobogã era sustentado por pilares listrados de rosa e amarelo. A areia era Azul. E era de algodão.. era doce! Menina dizia... Azul, mãe! Azul !! De repente ela viu a Gangorra. Decidiu. Ia pra lá! Desceu com o vento no rosto, nem esperou colocar os pés no chão e já começou a correr em direção a gangorra! O Quinho já estava sentado, sorriu pra ela e ela sabia que nem precisava pedir. Era só montar que ele ia brincar com ela. Era tão bom! Ela esperava, quando descia, se encostava bem na pontinha da gangorra pra deixar o Quinho um pouco de castigo. Mas antes de ele se cansar ela já pegava impulso, fazia força nas pernas e saltava e subia... lá no céu. E eles iam subindo... e descendo, e o vento no rosto, e eles sorriam.
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Era uma dessas pocilgas com prostitutas velhas e no subterrâneo de uma sapataria. Lá, minha Flor. Tocava Blues! O único lugar nesta cidade onde existia o verdadeiro Blues. Lá, os músicos eram verdadeiros alcoólatras.  Lá, as pessoas se deitavam no chão e escoravam na parede para não cair.. de bêbadas e entorpecidas de zuca, enquanto apreciavam a música. Lá, as pessoas eram tristes, mas lá e somente lá, essas pessoas dançavam. Lá elas podiam revidar toda a dor da vida. Elas tinham a noite como refúgio. A noite esconde os defeitos do ser, Amada. Lá, as pessoas não tinham mais vergonha dos seus vícios. De seus desejos sexuais exagerados, de roubar, de mentir, de bater na mãe. Lá, podiam zombar da vida. Lá não importava. Por isto, Princesa. Te digo, teu lugar é aqui, sentada no meu pau.