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Mostrando postagens de abril, 2012
BILHETE Se tu me amas, ama-me baixinho Não o grites de cima dos telhados Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim! Se me queres, enfim, tem de ser bem devagarinho, Amada, que a vida é breve, e o amor mais breve ainda... Mário Quintana
É só que o homem não via... Não era aquela a pergunta. Que prazer é esse de ficar na dúvida? Nunca é. Sempre está de passagem pela superfície mutante das coisas. Vive plantando bananeira da sua maneira de cabeça pra baixo e os pés nunca tocam o chão. Profundo. Mas, não pro fundo do poço. Se atente! O prédio vai ser terminado e vão tirar o andaime daí meu amor.
Eu te amo Tantas pessoas dizem: Eu te amo não é bom dia. Eu já acho que o bom dia deveria ser o próprio eu te amo. O amor nos circunda, nos entre, nos através. Não tem como escolher situações reservadas para sua manifestação. Toda vez que é aprisionado, deixa de ser amor. Não tem como reservar isso para uma pessoa. Para uma coisa. Para um tempo. Toda vez que for reservado, uma guerra se instala. Então, é mais fácil, mais econômico e mais real amar tudo. Bem simples e paradoxal. Se tudo é, então nada é. Só o que sobra é o sacrifício, uma oferenda. É uma rendição, uma integração.  É juntar-se ao outro como jamais foi possível.  Porque é assim que o outro deixa de ser eu mesmo e passa a ser outro.  E então, posso recebê-lo. E do aparente espaço, da aparente distância entre um e outro, começa um movimento. O vazio se preenche de movimento. E esse movimento, essa ligação é o que se chama de amo...
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Muda. A muda tentava se tornar árvore, só não via a pedra logo embaixo de sua raiz. Todos tentaram falar com ela e lhe explicar que por ali não dava. Foi só quando o menino apareceu sorrindo e disse: muda 12/2009
Novo brilho verde. Luz dona da noite. Verão, varanda. Mãos, nuca. Nunca a boca. Premissa de esperar a Primavera. Que venham as flores. 06/2009.