Eu te amo
Tantas pessoas dizem: Eu te amo não é bom
dia.
Eu já acho que o bom dia deveria ser o
próprio eu te amo.
O amor nos circunda, nos entre, nos
através.
Não tem como escolher situações reservadas
para sua manifestação.
Toda vez que é aprisionado, deixa de ser
amor.
Não tem como reservar isso para uma pessoa.
Para uma coisa.
Para um tempo.
Toda vez que for reservado, uma guerra se
instala.
Então, é mais fácil, mais econômico e mais
real amar tudo.
Bem simples e paradoxal.
Se tudo é, então nada é.
Só o que sobra é o sacrifício, uma
oferenda. É uma rendição, uma integração.
É juntar-se ao outro como
jamais foi possível.
Porque é assim que o
outro deixa de ser eu mesmo e passa a ser outro.
E então, posso recebê-lo.
E do aparente espaço, da aparente distância
entre um e outro, começa um movimento.
O vazio se preenche de movimento.
E esse movimento, essa ligação é o que se
chama de amor.
Finalmente estamos ligados.
Não a um. Mas a todos.
Antes disso só há conquista. Depois disso
não há mais lutas. Há cooperação e compartilhar.
É como uma usina de energia que funciona às
avessas. Quando mais gasta, mais produz
energia.
Made in: conversa eu e Nola.
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